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Vamos iniciar o nosso conhecimento sobre pressostatos entendendo primeiro o que é um pressostato e quais as suas principais funções.

O que é um pressostato?

O pressostato é um dispositivo eletromecânico que recebe um sinal de pressão e o compara com sua escala interna. Após esta comparação, efetua a ação de ligar ou desligar o seu relê interno. Podem ser divididos em duas categorias em função de sua aplicação: controle ou proteção.

Controle:

Como controle por exemplo, podem ser utilizados para efetuar o liga e desliga do compressor, em função de uma pressão recebida pelo lado de baixa do sistema de refrigeração. Podem ser aplicados para sistemas com um único compressor e único evaporador como também para sistemas paralelos que alimentam vários evaporadores. Cada evaporador tem o seu próprio controle de temperatura responsável por ligar/desligar a válvula solenóide enquanto que o pressostato fica com a responsabilidade de parar o compressor.
Podem ainda ser utilizados como atuadores do controle de capacidade em compressores efetuando a parada do próprio compressor ou de estágios de capacidade deste equipamento.

Como controle, também temos o
pressostato no lado de alta pressão sendo utilizado para controlar a operação do ventilador do condensador. Se existirem vários ventiladores, o correto é utilizar vários pressostatos com regulagens diferenciadas das pressões de liga/desliga, para operar com estágios diferenciados também e ocasionar um funcionamento mais harmônico e econômico da instalação de refrigeração.

Em algumas instalações, o pressostato é utilizado para fazer o recolhimento de líquido refrigerante (Pumpdown Control). Nesta aplicação o termostato instalado no ambiente efetua o desligamento da válvula solenóide da linha de líquido. Com isto o sistema comprime todo o fluido de refrigerante para o tanque de líquido até que a pressão de sucção atinja o valor ajustado no pressostato de baixa. Quando isto ocorrer, o sistema desliga por baixa pressão. Veja a seguir o esquema deste tipo de aplicação:

Recolhimento de Refrigerante (Pumpdown Control) é uma prática bastante utilizada para recolher a carga de refrigerante do sistema quando em manutenção ou para substituição de algum componente existente no circuito frigorífico.
Um benefício adicional propiciado pelo recolhimento do refrigerante, é que através desta manobra é possível garantir o retorno do óleo para o cárter do compressor.

Proteção:

Como proteção, os pressostatos desempenham uma função importante no sistema de refrigeração, pois são responsáveis por efetuar a parada do sistema caso ocorra alguma irregularidade.
Estas irregularidades podem ocorrer devido a alta ou baixa pressão. Isto depende do tipo de problema que o sistema está apresentando no momento.

Quando aplicado na sucção (baixa
pressão), pode efetuar a parada do circuito
em função de uma perda parcial
ou total de fluido refrigerante no sistema.
Dependendo da exigência do usuário, além da parada do sistema, podemos ter ou não a atuação de um alarme.

Fazendo o controle pelo lado de descarga (alta pressão), é uma importante segurança para o sistema e para o operador, evitando-se que o circuito atinja pressões perigosas em vasos de pressão tais como separadores de óleo, tanques de líquido e condensadores.

Este controle pode ser efetuado com ou sem alarme, sendo mais recomendável a utilização de um alarme de forma que o mecânico seja acionado para solucionar o problema. Neste caso, somente deve ser religado o sistema após serem sanados os problemas que provocaram a alta pressão.

Um pressostato ainda pode ter outras duas características: ser com rearme manual ou com rearme automático.

A escolha do tipo de rearme é de acordo com a função que o pressostato executa. Em casos onde o pressostato atua com a função de controle a escolha deve ser por rearme automático.

O pressostato com rearme manual é mais usual quando utilizado no lado de alta pressão e com a função de controlar as pressões limites de operação do circuito.
Isto obriga o operador a, antes de efetuar o rearme, verificar qual foi o motivo de seu desarme.

Um sistema de refrigeração pode ter ao seu dispor alguns modelos diferentes de pressostatos, divididos basicamente pela sua função:

 



Pressostato de Baixa Pressão: PS1 A3A.

Este pressostato é normalmente instalado no lado de baixa pressão em um circuito frigorífico. Como vimos acima pode atuar como controle ou proteção do sistema.

Suas características principais são:
• Uma tomada de pressão;
• Escala de trabalho e diferencial ajustável;
• Relê elétrico tipo SPDT – polo simples e duplo acionamento;
• Faixa de pressão: –0,5 a 7 bar / 15” a 100” psi.




Pressostato de Alta Pressão: PS1 A5A e PS1 R5A.


Este pressostato é instalado no lado de alta pressão em um circuito frigorífico.
Para controlar a alta pressão do sistema temos como opção o pressostato com rearme automático (PS1A5A) ou manual (PS1R5A).

Suas características principais são:
• Uma tomada de pressão;
• Escala de trabalho e diferencial ajustável;
• Relê elétrico tipo SPDT – polo simples e duplo acionamento;
• Faixa de pressão: 6 a 31 bar./ 90 a 450 psi.

 



Pressostato Conjugado de Alta e Baixa Pressão:
PS2 M7A.

Este tipo de pressostato combina as funções de controle de alta e baixa pressão em um único produto.

Suas características principais são:

• Relês internos separados para a baixa e alta pressão - uma grande diferença do Pressostato da Emerson é que ele possui internamente os interruptores separados, onde temos um relê para a alta e outro para a baixa. Isto torna possível a sinalização de alarmes separados para alta e baixa pressão mesmo utilizando uma peça conjugada;

• Possui no lado de alta a possibilidade de ser reversível para rearme automático ou manual.
• 2 Tomadas de pressão;
• Escala de trabalho e diferencial ajustável;
• Relê elétrico tipo SPDT – polo simples e duplo acionamento;
• Faixa de pressão: –0,5 a 7 bar / 15” a 100” psi – Baixa e 6 a 31 bar / 90 a 450 psi – alta.




Pressostato Diferencial ou de Óleo: FD 113 ZU.

O pressostato diferencial ou de óleo, possui algumas aplicações possíveis em um sistema de refrigeração:

• Utilizado para efetuar a parada do compressor devido a lubrificação inadequada;
• Verificação da perda de carga em filtros de linha de líquido
• Verificação da perda de carga em filtros de linha de sucção;
• Verificação da perda de carga em filtros de óleo.

O pressostato de óleo é sempre utilizado em compressores com lubrificação forçada, verificando a pressão diferencial da bomba de óleo. Para isto, admite duas tomadas de pressão: uma de baixa pressão (LP) e a outra de alta pressão (HP). O lado HP é conectado na saída da bomba de óleo e o lado de baixa na sucção da bomba ou no cárter do compressor.

Possui uma regulagem interna da pressão diferencial que deverá ser ajustada de acordo com a especificação de cada fabricante de compressor. Devemos sempre lembrar que ele trabalha verificando se a bomba de óleo do compressor está em boas condições, ou ainda se não existe qualquer obstrução na sua sucção. Temos ainda o caso onde o óleo do compressor foi enviado para o sistema e não retornou para o cárter. Em todos estes casos devemos por segurança parar o compressor.

Por se tratar de um equipamento de segurança o seu rearme é manual, ou seja, é necessária a presença de um mecânico para antes de rearmar o compressor, verificar as condições da instalação e o motivo pelo qual o compressor parou.

Uma outra regulagem importante em um pressostato de óleo é o tempo de retardo. Este tempo serve para que o compressor possa partir e regularizar a pressão de óleo. Se depois de decorrido este tempo a pressão diferencial ainda não estiver dentro dos padrões, o sistema será parado pelo temporizador do pressostato.

O pressostato da Emerson possui um temporizador eletrônico interno, que permite que o tempo de retardo seja ajustado de 20 a 150 segundos. Outra característica bastante interessante é que pode ser alimentado com uma variação de tensão de 24 a 240 Vac/Vdc.

IMPORTANTE: Deve ser tomado um cuidado especial na ligação elétrica do pressostato de óleo, pois a sua energização deverá ser simultânea a partida do compressor. Tal procedimento é recomendável para evitar o início da contagem do tempo antes da efetiva partida do compressor.

O defeito mais comum quando este cuidado não é tomado, é que o compressor não parte por causa do pressostato de óleo porém, as condições de lubrificação estão todas em perfeitas condições. Para evitar este problema basta ligar a alimentação do pressostato no mesmo contator do compressor.

Modo de funcionamento do contato elétrico:

O funcionamento dos contatos elétricos dos pressostatos de baixa, de alta e conjugado de alta e baixa, obedecem ao movimento do fole, que expande de acordo com a pressão.

Os contatos elétricos modificam o seu estado dependendo do movimento do fole. Os pressostatos podem ter dois tipos básicos de contatos:

• SPDT - Single Pole Double Throw – que significa, entrada comum e saída dupla.
• SPST - Single Pole Single Throw – que significa, entrada comum e saída única.

Com o aumento da pressão, o pressostato se move no sentido de fechar o contato 1 com 4. (ver ilustração).Quando a pressão diminui a situação contrária ocorre.
A função “ligar” ou “desligar” o equipamento controlado por este pressostato depende da aplicação para o qual estamos destinando este controlador de pressão e também em função da definição do circuito elétrico como um todo.

 


Edição Conteúdo Data
27
Soluções para monitoramento e gerenciamento eletrônico de uma instalação
Dezembro/Janeiro 2005/2006
26
Soluções para monitoramento e gerenciamento eletrônico de instalações
Outubro/Novembro 2005
25
Retorno de refrigerante líquido
Agosto/Setrembo 2005
24
Soluções para o gerenciamento do óleo
Junho/Julho 2005
23
Compressores Tandem Copeland Scroll com nova nomenclatura
Abril/Maio 2005
22
Proteção de Temperatura Avançada Scroll
Fevereiro/Março 2005
21
Filtros modelo ST
Dezembro/Janeiro 2004/2005
20
Injeção de líquido e de vapor
Outubro/Novembro de 2004
19
Compressores Scroll
Agosto/Setembro de 2004
18
Visor de Líquido
Junho/Julho de 2004
16
Componentes para o Gerenciamento do Óleo
Fevereiro/Março de 2004
15
Válvulas solenóide: Localização de erros e suas correções
Dezembro 2003 / Janeiro 2004
14
Filtros Secadores
Outubro/Novembro de 2003
13
Válvula de Expansão
Agosto/Setembro de 2003
12
Válvula de Expansão
Maio/Junho de 2003
11
Válvula de Expansão
Março/abril de 2003
 


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